BH tem três grandes centros gastronômicos que valem a visita: o Mercado Central, ícone desde 1929 com fígado com jiló, pão de queijo recheado e doces mineiros; o Mercado Novo, no Centro, com dois ritmos. Feira popular no térreo e bares, cervejarias e gastronomia contemporânea nos andares de cima; e o Mercado da Boca, no Buritis, com cortes nobres, drinques autorais, espaço kids e pet friendly. Cada um tem personalidade própria e os três cabem num mesmo fim de semana.
Mercado público sempre foi lugar de abastecimento, um espaço funcional onde a cidade resolvia o básico: comprar queijo, pegar ervas, levar carne pra casa. Em BH, porém, os mercados nunca foram só isso. O Mercado Central já reunia botecos e pratos feitos desde os anos 1960, e o hábito de comer dentro do mercado virou parte da identidade da cidade bem antes de virar tendência.
O que mudou nos últimos anos foi a escala e o perfil. A revitalização do Mercado Novo, a partir de 2018, mostrou que havia um público jovem disposto a frequentar o centro antigo se o espaço tivesse personalidade e a resposta foi imediata. Cervejarias artesanais, cozinhas contemporâneas e bares autorais foram ocupando os andares superiores do prédio dos anos 1960, sem apagar o que já existia no térreo. O modelo funcionou, e logo outros centros gastronômicos, como o Mercado da Boca, adotaram a mesma lógica: vários restaurantes de segmentos diferentes dividindo um espaço comum, onde o cliente circula livremente entre sabores.
O resultado é um formato que BH abraçou com facilidade. Faz sentido numa cidade onde comer bem é programa social, onde o boteco é ponto de encontro e onde a culinária mineira já carrega, por si só, identidade suficiente para sustentar um roteiro gastronômico inteiro.
Tem lugares que a gente descreve com números porque os números já dizem tudo. O Mercado Central de BH existe desde 1929, ocupa três ruas e uma avenida no coração do Centro, reúne mais de 400 estabelecimentos e recebe 1,2 milhão de visitantes por mês. Foi eleito o terceiro melhor mercado do mundo. Mas entrar lá pela primeira vez e tentar absorver tudo isso de uma vez é quase impossível e talvez seja essa a graça. O lugar não foi feito para ser consumido de pressa.
O prato que qualquer belo-horizontino vai te indicar de cara é o bife de fígado acebolado com jiló. Esses dois endereços disputam essa coroa há décadas: o Botiquin do Antônio, aberto desde 1963 e considerado a primeira cervejaria artesanal de Minas Gerais, e o Bar da Tia, fundado em 1980 e pioneiro no prato dentro do mercado.
O restaurante Casa Cheia é referência em feijão tropeiro! Prepare-se para a fila, porque ela faz parte do programa. Se você quiser iniciar o passeio gastronômico antes do almoço, o Café Dois Irmãos serve café fresquinho acompanhado de broa de queijo há mais de 50 anos.
No Comercial Sabiá, o pão de queijo recheado com pernil, goiabada ou doce de leite sai quentinho do forno direto para a bancada, sem cerimônia e só no dinheiro. Para os doces, a Fazenda Mineira é a perdição certa: baldes de doce de leite, Romeu e Julieta e doces cremosos típicos de Minas, que podem ser comprados por quilo ou provados em porções pequenas a partir de R$3,50.
O Mercado Central é daqueles lugares que funcionam em qualquer horário e para qualquer tipo de visita. Você pode passar duas horas ou uma tarde inteira, ir atrás de um prato específico ou simplesmente se deixar levar pelos corredores. O que não dá é visitar BH e não entrar pelo menos uma vez.
Endereço: Av. Augusto de Lima, 744 – Centro.
Funcionamento: segunda a sábado, das 8h às 18h. Domingo, das 8h às 13h.
O Mercado Novo fica no Centro de BH, e quem entra pela primeira vez leva um tempo para entender o que está vendo. O prédio foi construído nos anos 1960 para ser um centro de abastecimento popular — e em parte ainda é. Mas nos últimos anos, pequenos empreendedores, artistas e chefs foram ocupando os andares de cima e transformando o espaço em algo diferente: um dos pontos de encontro mais criativos e movimentados da cidade, sem perder a estrutura original de corredores amplos e boxes simples. A entrada é gratuita, você só consome o que quiser.
O que torna o Mercado Novo único é conviver com dois ritmos completamente diferentes dentro do mesmo prédio. No térreo, o ritmo é o de sempre: ervas medicinais, queijos, velas, mate couro na garrafa de vidro e pratos feitos fartos por menos de R$25. Uma feira de verdade, parecida com o que você encontra no Mercado Central.
Já nos andares superiores, a estética muda de vez. As lojas são mais novas, ficam abertas até mais tarde, e o público é majoritariamente jovem. Restaurantes, confeitarias, gelatarias e drinkerias dividem espaço com brechós, ateliês, lojas de vinil e espaços de arte.
A Cervejaria Viela e a Cozinha Tupis foram as pioneiras da revitalização, inauguradas em 2018, seguem sendo dois dos endereços mais disputados do mercado. A Viela com suas cervejas artesanais e Xeque Mate servido diretamente do barril e o Tupis com uma cozinha mineira contemporânea que reinventa cortes populares com técnica.
O Ortiz Pão Molhado virou símbolo do mercado com um conceito simples e irresistível: pão de fermentação natural molhado no caldo de carnes de panela, com cardápio flutuante e quatro opções por dia na fachada. O mais famoso é o “Mineirin”, com carne desfiada e requeijão de barra maçaricado. Pode pedir que não tem erro!
Também vale destacar a Fabriqueta, um gastrobar com unidade no 2º andar. Eles dão o nome quando o assunto é pizza e hamburguer. As massas de panificação são de fabricação própria e as combinações de recheio são irresistíveis.
Drinque na mão, você circula pelos corredores e vai montando o seu roteiro!
Endereço: R. Rio Grande do Sul, 499 – Centro.
Funcionamento: segunda, das 7h às 19h. Terça a sábado, das 7h à 0h. Domingo, das 7h às 18h.
Quem mora no Buritis sabe que aquela esquina ganhou vida a partir de 2020. Foi quando o antigo Beb’s deu lugar ao Mercado da Boca, o mesmo centro gastronômico que já agitava a Savassi, mas com uma cara própria para o bairro. A proposta é simples: reunir restaurantes de segmentos diferentes em um único espaço, do almoço executivo por R$28 a cortes nobres como picanha argentina grelhada e costelinha defumada ao molho barbecue.
O Da Boca Buritis tem alguns diferenciais! O maior deles é o espaço kids de 250m². Para as famílias, é um convite a ficar: os pequenos têm onde se divertir enquanto os adultos exploram a programação gastronômica com calma. E quem vem com o pet também é bem-vindo: o mercado tem dois espaços abertos onde os cães podem circular, um no deck de madeira na entrada e outro na área interna, próxima ao painel de graffiti.
O Lolita Bubble Gin cuida dos drinques autorais. A Trella assina os cortes, do combo de carnes grelhadas de 800g ao ancho com fritas. O Belisco e o Riso cobrem os petiscos e os pratos artesanais. E a Fiorella Gelato fecha a experiência com gelatos artesanais e combos de café da tarde de segunda a sexta, das 15h às 17h, com direito a waffle de pão de queijo com café coado, bolo de cenoura e croissant.
Endereço: Av. Professor Mário Werneck, 1973 – Buritis
Funcionamento: segunda a quarta, de 11h30 às 23h. Quinta a sábado, das 11h30 à 00h. Domingo, das 11h30 às 22h.
Buritis
Onde comer no bairro? 12 restaurantes no Buritis que você precisa conhecer Copa do Mundo no Buritis: bares e restaurantes para assistir aos jogos no bairro Comida de Buteco no Buritis: conheça os 3 bares participantes em 2026! Como é morar no Buritis, em 2026? Guia do bairro mais procurado de BH! Quanto custa uma sessão de quiropraxia no Buritis e onde agendar?Belo Horizonte
Onde trocar figurinhas da Copa em BH? Guia Completo em 2026! Quais corridas vão acontecer em BH em 2026? Onde assistir aos jogos da Copa em BH na Copa 2026? Onde encontrar clínica veterinária popular em BH? 4 opções com preços acessíveis Comida di Buteco 2026 começa dia 10 de abril em BH!